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Lente Multifocal na Cirurgia de Catarata: Quem Pode e Quem Não Pode

Catarata

Lente Multifocal na Cirurgia de Catarata: Quem Pode e Quem Não Pode

A cirurgia de catarata é hoje uma das operações mais realizadas no mundo — e também uma das mais seguras. Mas nos últimos anos ela deixou de ser apenas uma cirurgia para “tirar a catarata” e se tornou uma oportunidade real de melhorar a visão de forma completa, muitas vezes reduzindo ou eliminando a necessidade de óculos. Isso é possível graças às lentes intraoculares multifocais.

Mas afinal, o que são essas lentes? Qualquer pessoa pode usá-las? E o que acontece quando elas não são a melhor escolha? Neste post, vou explicar tudo isso de forma clara para que você chegue à sua consulta com as perguntas certas.

O que é a catarata e por que ela exige cirurgia?

A catarata é o embaçamento do cristalino — a lente natural do olho, que fica atrás da pupila. Com o passar dos anos (ou por outras causas, como uso prolongado de corticoides, trauma ou diabetes), esse cristalino vai perdendo a transparência e a visão vai ficando turva, como enxergar através de um vidro fosco.

Diferente do que muita gente acredita, óculos não tratam catarata. O único tratamento é cirúrgico: remover o cristalino opaco e substituí-lo por uma lente artificial — a lente intraocular (LIO). E é exatamente nessa escolha de lente que mora a grande diferença no resultado final.

Lente monofocal x lente multifocal: qual a diferença?

A lente monofocal é a mais tradicional. Ela foca bem em apenas uma distância — geralmente longe. O paciente enxerga bem para dirigir ou assistir televisão, mas ainda vai precisar de óculos para perto (celular, livro, cardápio). É coberta pelo convênio na maioria dos planos de saúde.

Já a lente multifocal funciona de forma parecida com um óculos progressivo, mas dentro do olho: ela distribui o foco entre diferentes distâncias — longe, intermediária e perto. O objetivo é que o paciente tenha uma visão funcional e independente de óculos na maioria das situações do dia a dia.

Existe ainda a lente tórica (mono ou multifocal), indicada para quem tem astigmatismo significativo. Ela corrige esse problema ao mesmo tempo em que substitui o cristalino com catarata.

Quem é o candidato ideal para a lente multifocal?

A lente multifocal oferece resultados excelentes — mas não é para todo mundo. O perfil ideal do candidato envolve critérios clínicos e também de estilo de vida:

  • Deseja independência dos óculos no dia a dia (trabalho no computador, celular, leitura e direção)
  • Tem expectativas realistas: a maioria dos pacientes fica muito satisfeita, mas a adaptação pode levar algumas semanas
  • Não tem doenças retinianas significativas, como degeneração macular avançada ou cicatrizes na mácula
  • Não tem córnea irregular ou ceratocone — condições que podem comprometer o resultado óptico
  • Não tem olho seco intenso sem tratamento prévio
  • Tem pupila com tamanho adequado, avaliado em exame específico

A decisão é sempre personalizada. A indicação da lente certa depende de uma avaliação oftalmológica completa com exames específicos — não existe fórmula única.

Quando a lente multifocal não é indicada?

Tão importante quanto saber quem pode usar é entender quando a lente multifocal não é a melhor escolha:

  • Doenças da retina ativas: qualquer condição que comprometa a mácula reduz muito o potencial de resultado. Nesses casos, a lente monofocal é mais segura e previsível
  • Glaucoma com comprometimento visual: o campo visual alterado pode ser agravado com alguns tipos de lente multifocal
  • Motoristas noturnos profissionais: algumas lentes multifocais podem gerar halos ao redor de luzes à noite — um efeito que a maioria se adapta bem, mas que pode ser incômodo para quem dirige muito de madrugada
  • Pacientes com expectativas não realistas: quem espera visão “perfeita” em absolutamente todas as situações pode se frustrar. A comunicação honesta antes da cirurgia é fundamental

O período de adaptação: o que esperar?

Ao contrário da lente monofocal, a multifocal exige um período de adaptação neurológica. O cérebro precisa aprender a usar os diferentes focos da lente — e isso pode levar de algumas semanas a alguns meses. Durante esse período, é comum perceber halos leves ao redor de luzes à noite, sensação de que a visão ainda não está totalmente “afiada” e leve dificuldade em ambientes com pouca luz.

A grande maioria dos pacientes se adapta muito bem e fica extremamente satisfeita com o resultado final. Mas a transparência sobre esse processo é parte essencial de uma indicação responsável.

Como é feita a escolha da lente certa para você?

A escolha da lente intraocular ideal é um processo criterioso que envolve biometria ocular, topografia de córnea, mapeamento de retina com OCT e uma avaliação detalhada do seu estilo de vida. O que você mais faz no dia a dia — lê muito, dirige à noite, trabalha no computador? Essas respostas influenciam diretamente a escolha.

Não existe lente “melhor” de forma absoluta. Existe a lente certa para o seu olho e para a sua vida.

Conclusão

A cirurgia de catarata com lente multifocal pode ser transformadora — mas exige uma indicação cuidadosa, uma conversa honesta sobre expectativas e uma avaliação oftalmológica completa. Quando bem indicada, é uma das cirurgias com maior impacto na qualidade de vida.

Se você ou alguém da sua família está com catarata e quer entender qual é a melhor opção para o seu caso, agende uma consulta pelo WhatsApp. Vamos avaliar juntos o seu olho, o seu estilo de vida e encontrar a melhor lente para você.

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